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Feche os olhos por um instante e imagine que foi obrigado a deixar o Brasil. Por alguma circunstância alheia ao seu controle, você teve que deixar para trás seus entes queridos e está agora em um país estranho, com costumes diferentes, onde não entendem o que você fala e você também não entende o que tentam lhe dizer. Assustador, não?

Agora, abra os olhos e experimente enxergar o que está em torno de você. É possível que nos últimos dias pelo menos um refugiado tenha atravessado o seu caminho. Atualmente, eles já são mais de 87 mil, espalhados por todo o país, mas principalmente nas grandes cidades.

Uma informação que talvez o surpreenda: uma parte dos refugiados que procuram a ONG tem boa qualificação profissional. Eles vieram para cá porque estavam ameaçados de morte, envolvidos contra a vontade em guerras civis e lutas religiosas. Para eles, portanto, o Brasil é a Terra da Vida, a Terra da Liberdade. Cabe a nós fazer com que sintam que é também a Terra da Dignidade.

A ONG Estou Refugiado nasceu da convicção de que a questão dos refugiados está envolta em uma densa nuvem de desinformação e preconceito. Éramos no início apenas duas pessoas – Gisela Rao e Luciana M G Capobianco – mas hoje já somos dezenas – e continuamos crescendo.

Você está convidado a se juntar a nós e ajudar a dar voz, visibilidade e dignidade a esse enorme contingente de pessoas que precisam muito do nosso apoio e da nossa compreensão. Eles precisam principalmente de emprego, emprego formal, com carteira assinada e oportunidades de carreira. As empresas que estão ao lado da Estou Refugiado estão muito satisfeitas com o resultado do trabalho e do comportamento exemplar de quem se transformou em seu funcionário.

O que fizemos até agora:

Além deste website, abrimos uma fanpage no Facebook. Esses dois espaços virtuais foram criados com o objetivo de obter apoios e divulgar mais amplamente o lema do Estou Refugiado: O preconceito acaba quando a compreensão começa.

Experimento social no Tinder. Usamos o app de encontros Tinder para medir o nível de preconceito em nossa sociedade. Foram criados dois perfis para o mesmo refugiado, que foi apresentado de duas formas,
como “estrangeiro com formação superior, atualmente radicado no Brasil, interessado em conhecer brasileiras”, e como refugiado propriamente dito, com as mesmas características do outro perfil.
As reações aos dois perfis – radicalmente diferentes – foram transformadas em vídeo que foi publicado no YouTube.

Crowdsourcing para bilhetes de ônibus. O problema: muitas vezes, ao receber ofertas de emprego, os refugiados não conseguem ir até os estabelecimentos por não terem dinheiro para a condução.
Solução: um projeto de arrecadação de fundos para facilitar o deslocamento dos refugiados. Resultado: mais de 1.500 ofertas de emprego e mais de 500 refugiados efetivamente empregados.

Máquina de Currículos. O Human Rights Watch Brasil ofereceu um espaço na exposição Farida, Um Conto Sírio, do fotógrafo Maurício Lima, no Museu da Imagem e do Som, São Paulo.
Uma oportunidade fantástica, e aproveitada de forma bem impactante com um totem interativo que distribuiu centenas de currículos, além de passar a mensagem contra o preconceito.

O que fizemos e o que está fazendo pelos refugiados:

Além deste website, temos páginas no Facebook e no LinkedIn, canal no YouTube e perfil no Instagram. Esses espaços virtuais foram criados com o objetivo de obter apoios e divulgar mais amplamente o trabalho da ONG.

Entre as ações que a Estou Refugiado já realizou ou está realizando, queremos destacar as seguintes:

Ofertas de emprego

Estamos trabalhando permanentemente junto às empresas para garantir oportunidades de trabalho para os refugiados que nos procuram. Saiba mais em Contrate um refugiado.

Totem interativo, a Máquina de CVs.

Em 2017, fomos convidados para apresentar nosso trabalho durante a exposição Farida, Um Conto Sírio, do fotógrafo Maurício Lima, no Museu da Imagem e do Som, São Paulo. Aproveitamos essa oportunidade e criamos um totem interativo que desde então vem percorrendo espaços culturais públicos e privados, divulgando nosso trabalho e obtendo a adesão de empresas para o nosso projeto de inserção de refugiados no mercado formal de trabalho

O totem tem um monitor de TV onde fica passando um vídeo com rostos de refugiados em rápida sequência. Acima do monitor, em letras grandes, uma frase instigante: Você acredita em destino?

Abaixo de monitor, está impresso este texto: “A história dessas pessoas foi vir para o Brasil como refugiados. A sua… você vai descobrir assim que apertar este botão abaixo. Vamos cruzar as duas histórias?”

Abaixo do monitor, há um grande botão verde que, quando apertado, para aleatoriamente o vídeo em um dos rostos dos refugiado e começa a rodar um outro vídeo com o depoimento daquele refugiado.

Ao mesmo tempo em que vídeo roda, o currículo do refugiado é impresso e sai por uma abertura ao lado do monitor, podendo ser recolhido por quem está assistindo o vídeo.

A ideia provocou tanto interesse que o totem passou a ser requisitado para dezenas de eventos sociais e culturais. A Máquina de CVs já passou pelo Allianz Park, no estande que a ACNUR montou durante um TEDx, pelo Itaú Cultural, pela Livraria Cultura, pela 33ª Bienal de Arte de São Paulo e muitos outros espaços culturais e recepções de grandes empresas. O totem também tem atraído a atenção da mídia como se pode ver por esta matéria do Jornal Nacional da Globo.

Link para http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/12/em-sp-projeto-recolhe-curriculos-de-refugiados-que-querem-refazer-vida.html)

A próxima parada da Máquina de CVs será na primeira edição da Virada da Virada, evento produzido por duas das maiores redes de voluntariado do mundo, o GRAACC e a Turma do Bem, que terá uma programação intensa com palestras, shows, exposições e feiras.

Experimento social no Tinder

Usamos o app de encontros Tinder para medir o nível de preconceito em nossa sociedade. Foram criados dois perfis para o mesmo refugiado, que foi apresentado de duas formas, como “estrangeiro com formação superior, atualmente radicado no Brasil, interessado em conhecer brasileiras”, e como refugiado propriamente dito, com as mesmas características do outro perfil. As reações aos dois perfis – radicalmente diferentes – foram transformadas em vídeo que está publicado em nosso canal do YouTube.

Crowdsourcing para bilhetes de ônibus

O problema: muitas vezes, ao receber ofertas de emprego, os refugiados não conseguem ir até os estabelecimentos por não terem dinheiro para a condução. Solução: um projeto de arrecadação de fundos para facilitar o deslocamento dos refugiados.

Produção de conteúdo.

Estamos realizando entrevistas com refugiados e fazendo pesquisas, escrevendo artigos e editando vídeos para montar uma biblioteca sobre o tema. É uma atividade importante e para a qual precisamos de ajuda imediata.

Parcerias para projetos de empreendedorismo. Além do trabalho junto às áreas de recursos humanos das empresas, a Estou Refugiado tem conversado com empresas, fundos de investimento e investidores individuais para dar oportunidade também a refugiados que tenham perfil de empreendedores. Até o início de 2020, três projetos que estão no “pipeline” deverão ser lançados.

Precisamos, mais do que nunca, da sua ajuda. Precisamos de mais ofertas de vagas, pois cresce o número de refugiados que nos procuram. Precisamos também de doações, pois nosso trabalho é estritamente voluntário. E precisamos de divulgação. Clique aqui para compartilhar uma mensagem através do Facebook, do Instagram, do LinkedIn e do Twitter.